Fim de noite naquela cidade
deserta. Os passos leves caminhavam a luz do luar. Palavras jogadas ao vento,
palavras ditas com intenção. Sentimentos expostos e tão bem escondidos que
desafiavam a razão. Fazia tempo que já não se sentia assim, tão bem, tão ninguém,
tão feliz. Ela estava presa, mas se sentia tão livre que tinha medo, medo do
que poderia viver, do que poderia sentir. Ele a fazia tão bem. Sentia-se perdida,
ao mesmo tempo em que havia se encontrado naquele sorriso, naquele olhar...
Como descrever, como viver, como explicar? Como saber, como crer, não sabia ao
certo, por isso só queria viver, era isso que melhor sabia fazer. Viver o
agora, viver o momento, viver amar, viver você. Eles sorriam e compartilhavam
segredos. Ele aproximava-se dela com tão delicadeza como se fora uma flor. Ela
sempre tão resistente a tudo que ousava despertar, segurava firme seu coração,
não queria perder a razão. Um olhar para o céu fez com que tudo se tornasse
ainda mais exuberante. Com coração apertado, ela olha nos seus olhos tentando
distanciar ao máximo, sentimentos, emoções... Ato falho! Como fingir algo tão
forte. Ela fracassou e por um instante deixou escapar e ele sempre tão
perceptível a tudo, não deixou passar. Naquele momento se deu por conta de que
já era hora de parar, foi quando finalmente acordou e voltou a sonhar.
Por: Gleice Cruz
Nenhum comentário:
Postar um comentário