quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ela estava pronta para tirar os pés do chão e se jogar...

Ela estava pronta para tirar os pés do chão e se jogar. Pensando bem, acredito que ela já estava com os pés no ar. Feliz! Por um momento ela se sentia feliz. Fazia tempo que já não se sentia assim. A Estonteante felicidade fez a moçinha sentir medo, afinal, não sabia distinguir o que estava se passando ali dentro. Ela não podia controlar o seu coração. Não sabia se podia seguir em frente. Diante daquela longa e linda ponte de madeira as coisas pareciam mais lindas, mas contemplativas, mais interessantes e vistosas. Mas, a moçinha não podia passar por ali sem causar efeito, e tudo que ela não queria era estragar aquela bela paisagem...  A vontade de conhecer o outro lado, de ver o que poderia encontrar depois da ponte estava acabando com a moçinha, ela não poderia suportar tanta aflição. Parada ante aquela paisagem sem saber se regressava ou seguia precisava tomar uma decisão, pois sabia que o que estava posto era belo, era lindo, mas arriscado e difícil. Pronta a da um passo, ela tropeçou, o susto foi grande, pois o vazio que havia se formado era imenso e frio. Então se agarra a uma linda flor que estava na beira da ponte. Ela chorava, desesperada com um susto e com medo de morrer ela pedi por socorro, mas naquele deserto quem poderia ajudar a pobre moça? Sozinha, cercada de tristeza ela precisava se levantar, então, agarrada aquela flor, com muita vontade de voltar ela empenha toda sua força na subida e volta à posição que estava. Mas o estranho é que não parecia o mesmo lugar, aos olhos da moçinha as flores haviam murchado a ponte agora não era mais bela, florida. Tudo que seus olhos conseguiam enxergar era uma ponte velha, feia, fria, longa e escura. Agora, não tinha desejo de ir, tudo que restava no seu pequeno coraçãozinho era medo, medo de seguir.  Foi então que a moçinha olhou para o outro lado e decidiu naquela velha ponte não passar. Descalça suja, levando na mão aquela flor, a lembrança de sua ilusão. Ela decidiu regressar. 

Por: Gleice Cruz

 

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