Ela estava pronta para tirar os pés do chão e se jogar. Pensando
bem, acredito que ela já estava com os pés no ar. Feliz! Por um momento
ela se sentia feliz. Fazia tempo que já não se sentia assim. A
Estonteante felicidade fez a moçinha sentir medo, afinal, não sabia
distinguir o que estava se passando ali dentro. Ela não podia controlar o
seu coração. Não sabia se podia seguir em frente. Diante daquela longa e
linda ponte de madeira as coisas pareciam mais lindas, mas
contemplativas, mais interessantes e vistosas. Mas, a moçinha não podia
passar por ali sem causar efeito, e tudo que ela não queria era estragar
aquela bela paisagem... A vontade de conhecer o outro lado, de ver o
que poderia encontrar depois da ponte estava acabando com a moçinha, ela
não poderia suportar tanta aflição. Parada ante aquela paisagem sem
saber se regressava ou seguia precisava tomar uma decisão, pois sabia
que o que estava posto era belo, era lindo, mas arriscado e difícil.
Pronta a da um passo, ela tropeçou, o susto foi grande, pois o vazio que
havia se formado era imenso e frio. Então se agarra a uma linda flor
que estava na beira da ponte. Ela chorava, desesperada com um susto e
com medo de morrer ela pedi por socorro, mas naquele deserto quem
poderia ajudar a pobre moça? Sozinha, cercada de tristeza ela precisava
se levantar, então, agarrada aquela flor, com muita vontade de voltar
ela empenha toda sua força na subida e volta à posição que estava. Mas o
estranho é que não parecia o mesmo lugar, aos olhos da moçinha as
flores haviam murchado a ponte agora não era mais bela, florida. Tudo
que seus olhos conseguiam enxergar era uma ponte velha, feia, fria,
longa e escura. Agora, não tinha desejo de ir, tudo que restava no seu
pequeno coraçãozinho era medo, medo de seguir. Foi então que a moçinha
olhou para o outro lado e decidiu naquela velha ponte não passar.
Descalça suja, levando na mão aquela flor, a lembrança de sua ilusão.
Ela decidiu regressar.
Por: Gleice Cruz

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