quinta-feira, 28 de junho de 2012

A felicidade de um olhar, a tristeza da partida.


Obscuro caminho o da solidão, era assim que sentia, caminhando devagar com o coração partido pela saudade e a certeza de que por ali ainda ia passar mais vezes, ainda que sem querer, não tinha como evitar. De olhos fechados ao som de uma música escutada apenas pelo seu coração. Ela o avistara, seu primeiro suspiro, submergida pela força exorbitante daquela sensibilidade forte, presa por aquele olhar incansável, sente-se enervada. Seu corpo quer fugir, mas sua alma enganada pelo jeito, pelo toque, pelos olhos quer apegar-se mesmo que lastime a trágica decisão de mais tarde ficar. Ele a prendia em um mundo de fantasias que criara pra ela. Lá o dia era sempre mais lindo e as flores não se fechavam jamais. Molhados pelo dilúvio de carinhos que os cercavam, estagnados no tempo fecha os olhos da linda moça. O jovem rapaz de roupas de cavalheiro oferece-lhe apenas uma gota do mel que sempre derramava. Ela o prendia também, o saber era desconhecido, pois embora transparente, ela jamais se permitia enxergar por inteiro, sabia quando ficar sabia quando sair. Uma prisão que os tornava mais livres do que jamais conseguiam ser, era contraditório, mas era ali exatamente ali que eles se libertavam. Ele abriu os olhos da menina, se vai não a permite ir. Era demasiado intenso quando se encontravam, mas não permitia ser acompanhado em seus pensamentos, em seus sentimentos, em seu coração. Para outra dimensão ele a levará e ao caminho da solidão voltava deixando apenas acompanhada daquela saudade.

Por: Gleice Cruz

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