quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Desvairamento

Naquele momento parte de mim se quebrava e se desmanchava por inteiro. Eu era apenas uma mocinha carente que me debruçava em seus braços, com doce jeito de menina e grande sentimento de mulher. E no tocante daquele momento que mais parecia um sonho, fui forçada a acordar. Meu coração descompassado batia. Uma batida que mais parecia parar. Seu rosto de menino e olhar de quem mal sabia o que estava fazendo, miravam e paralisavam frente ao sonho de simplesmente não lembrar. Você me arrastava pra bem longe de pensamentos céticos e para bem perto da utopia que me permitia tornar aquilo real. Estava tudo bem promiscuo e compilado numa única certeza de que tudo era nada e que muito em breve as coias voltariam ao seu devido lugar. Palavra por palavra, momentos... Ela só queria fugir do triste mundo que a cercava e ele, ah! Era o que sabia fazer como ninguém, carregar mocinhas desconsoladas para o mundo dos sonhos e depois trazê-las como se nunca estivera lá. Mal podia perceber o que estava acontecendo ao seu redor ela simplesmente “se entregava” ao que podia ser denominado de afiguração. Era a palavra perfeita para aquela tarde. Não dava pra negar, mas também não era permitido assumir então, sustou-se com as palavras de alguém que conseguia ler nitidamente o que seus olhos apostolavam. Foi então que se assustou e como alguém que tem seus segredos revelados, respirou fundo e começou a correr com medo de que ele pudesse a acompanhar, desesperada queria fugir, mas era tarde demais.


Por, Gleice Cruz




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!

Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...


Cecília Meireles

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vulnerabilidade

"Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente o seu coração vai doer e talvez partir-se. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo a ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva- se cuidadosamente nos seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife do seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar – ele vai mudar. Ele não vai partir-se – vai tornar- se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e perturbações do amor é o inferno.” –




 C.S. Lewis em “Os quatro amores”



Embora a moça anônima da história seja tão antiga que podia ser uma figura bíblica. Ela era subterrânea e nunca tinha tido floração. Minto:ela era capim.Se a moça soubesse que minha alegria também vem de minha mais profunda tristeza e que a tristeza era uma alegria falhada. Sim, ela era alegrezinha dentro de sua neurose. Neurose de guerra.

''Se você sabe conviver com pessoas intempestivas, emotivas, vulneráveis, amáveis, que explodem na emoção: acolha-me.''

Clarice Lispector

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

Clarice Lispector

terça-feira, 31 de julho de 2012

O Encontro

Nosso encontro foi marcado por muita emoção. Meus olhos brilhavam e derrepente fui tomada. Todo meu ser paralisava, não podia mais me conter. Lágrimas molhavam meu rosto, lágrimas de emoção, lágrimas de alegria. A sensação de alguém que nascia de novo e realmente nascia. Seu amor tomou conta mim, invadia minha alma. O sentimento era tão puro e sincero que inflamava meu ser de amor. Pelo toque suave das mãos que me acalentavam senti uma grande paz. Já não era mais um lugar comum, "havia asas ao meu redor", suas grandes asas me transportava para o sobrenatural. Inexpilcável sentimento,indescritível sensação. Assim como a corsa anseia por água, meu ser suspirava pela presença doce que estivera tão perto, de forma que meus pés corriam apressadamente ao seu encontro, meus braços ansiosamente desejavam abraça-lo. O vento do teu espírito envolvia-me de maneira que tranformava-me totalmente. Derrepente ganhei asas, minhas mãos se soltavam das correntes que me aprisionavam, seu sangue lavou-me. Estava livre, pois Você me libertou.Tomou-me em seus braços e vôou comigo, debaixo de suas asas encontrei abrigo.Um lugar para descansar. Hoje sou feliz de verdade pois, nosso encontro marcou minha vida e me trouxe a verdadeira paz.

JESUS .


Por: Gleice Cruz
[Eu] Pensava que nós seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há. O nosso ir faz o caminho.



C. S. Lewis
"Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão; tranquilidade e inconstância; pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer...
Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca."





Clarice Lispector

Just one night


Uma forte ventania soprava naquela noite.Ela sentia frio.
-Fica! Segurou em seu braço e pediu.
Estasiada e confusa empurra-o e diz:
-Não posso! Deixa-me seguir.
Com a voz embargada ele diz:
-Mas, se você for não saberei como voltar ao caminho.
Então ela lhe assegurou:
-Siga o caminho das flores, sinta o cheiro e elas te guiarão.
Desesperado ele contesta:
-Flores? Que flores? Tudo que vejo é uma triste escuridão que me cerca. Como então poderei te encontrar?
Então Flor de Lis toca nos olhos dele e sussura no seu ouvido:
-Feche os olhos e imagine...
Nesse momento um caminho se abriu entre eles separando-os e levando-os a lugares distintos. Ela vendo-o se afastar deixa escorrer uma lágrima dos olhos. A força que os separava era tão intesa que a fez enfraquecer. Ele de olhos fechados nada via, era como se estivesse sido transportado para outra dimensão, onde somente seu corpo era visto por ela, mas sua alma estava longe.Então Louis diz a ela:
- Não entenda, só aceite. Um dia eu retornarei.
Louis desaparece deixando Flor de Lis com apenas a promessa de que um dia ele voltará.


Por: Gleice Cruz



Menina Não Vá Desanimar

  Ela é forte, sua graça é divina
Não é sorte, seu pai lhe fez bendita
E ela brilha grande menina
Ela pode só não sabia, ela só não sabia
Se ela sofre, faz poesia
Pra que decote, se ela tem simpatia
Nem é nobre e rei chama de filha
Ela vence por teimosia
Quem lhe deu toda essa ousadia
Quem desperta nela, tanta alegria
Não é o príncipe de cavalo manco,
Foi aquele rei do cavalo branco
Esse é o segredo, dessa menina
Nem todos saberão te amar
Nem todos saberão te valorizar
Contudo você tem tudo
Vá e conquiste o seu mundo
Refrão:
Então menina não vá desanimar
Feche os olhos e você vai encontrar
A força que precisa para alcançar
O céu em você vai apostar
Se cair levante e caminha
Você é linda e tem companhia
Você é forte, só não sabia.
Não vá desanimar
Não vá desanimar
Não vá desanimar
Não vá desanimar
Quando elas decidem acreditar
Elas são fortes e sabem sonhar
Imperfeitas princesas cheias de realeza
Que em suas histórias escolheram lutar

Música de Marcela Thaís

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A felicidade de um olhar, a tristeza da partida.


Obscuro caminho o da solidão, era assim que sentia, caminhando devagar com o coração partido pela saudade e a certeza de que por ali ainda ia passar mais vezes, ainda que sem querer, não tinha como evitar. De olhos fechados ao som de uma música escutada apenas pelo seu coração. Ela o avistara, seu primeiro suspiro, submergida pela força exorbitante daquela sensibilidade forte, presa por aquele olhar incansável, sente-se enervada. Seu corpo quer fugir, mas sua alma enganada pelo jeito, pelo toque, pelos olhos quer apegar-se mesmo que lastime a trágica decisão de mais tarde ficar. Ele a prendia em um mundo de fantasias que criara pra ela. Lá o dia era sempre mais lindo e as flores não se fechavam jamais. Molhados pelo dilúvio de carinhos que os cercavam, estagnados no tempo fecha os olhos da linda moça. O jovem rapaz de roupas de cavalheiro oferece-lhe apenas uma gota do mel que sempre derramava. Ela o prendia também, o saber era desconhecido, pois embora transparente, ela jamais se permitia enxergar por inteiro, sabia quando ficar sabia quando sair. Uma prisão que os tornava mais livres do que jamais conseguiam ser, era contraditório, mas era ali exatamente ali que eles se libertavam. Ele abriu os olhos da menina, se vai não a permite ir. Era demasiado intenso quando se encontravam, mas não permitia ser acompanhado em seus pensamentos, em seus sentimentos, em seu coração. Para outra dimensão ele a levará e ao caminho da solidão voltava deixando apenas acompanhada daquela saudade.

Por: Gleice Cruz

O Anjo...


Fim de noite naquela cidade deserta. Os passos leves caminhavam a luz do luar. Palavras jogadas ao vento, palavras ditas com intenção. Sentimentos expostos e tão bem escondidos que desafiavam a razão. Fazia tempo que já não se sentia assim, tão bem, tão ninguém, tão feliz. Ela estava presa, mas se sentia tão livre que tinha medo, medo do que poderia viver, do que poderia sentir. Ele a fazia tão bem. Sentia-se perdida, ao mesmo tempo em que havia se encontrado naquele sorriso, naquele olhar... Como descrever, como viver, como explicar? Como saber, como crer, não sabia ao certo, por isso só queria viver, era isso que melhor sabia fazer. Viver o agora, viver o momento, viver amar, viver você. Eles sorriam e compartilhavam segredos. Ele aproximava-se dela com tão delicadeza como se fora uma flor. Ela sempre tão resistente a tudo que ousava despertar, segurava firme seu coração, não queria perder a razão. Um olhar para o céu fez com que tudo se tornasse ainda mais exuberante. Com coração apertado, ela olha nos seus olhos tentando distanciar ao máximo, sentimentos, emoções... Ato falho! Como fingir algo tão forte. Ela fracassou e por um instante deixou escapar e ele sempre tão perceptível a tudo, não deixou passar. Naquele momento se deu por conta de que já era hora de parar, foi quando finalmente acordou e voltou a sonhar.

Por: Gleice Cruz


SAUDADE

Sinto saudade do que vivi e reviver várias vezes.
Sinto saudade de quando agente brincava sem preocupações ou medo.
Sinto saudade das risadas prolongadas, das vezes que chorei de felicidade.
Saudade de quando tudo era perfeito pra nós, quando nos amávamos.
Saudade de tudo que sentia quando olhava nos seus olhos, saudade daquela paz.
Sinto saudade da dor quando te via partir, quando demorava a voltar.
Saudade daquela música que lembrava nós dois.
Saudade do céu azul, do luar sem igual que sempre se abria pra nós.
Sinto saudade até dos nossos desentendimentos, pois ele nos aproximava mais.
Sinto saudade de mim em você, porque tudo é frio quando não está.
Sinto falta do seu calor que aquecia meu coração.
Saudade do seu cheiro, do seu sorriso, da sua voz.
Saudade de ser eu em você e ser você em mim.
Sinto saudade do que ainda não vivi. Saudade quimera...

Por: Gleice Cruz

Permita-me

Tanto que eu lutei, tanto que tentei, tanto para te encontrar.
Na vida procurei, alegria encontrei, quando te vi passar.
A Cada passo dado, meus olhos estavam a ti acompanhar.
Coisa linda, coisa bela, eu suspirava ao ti admirar.
Anjo bom e perfeito, que faz bater no peito uma vontade de amar.
Na solidão da noite bate aquela saudade e a vontade de te ver só faz aumentar.
Não, não fuja mais! Meu bem, não se vá! Fique aqui, vamos admirar o luar.
Deixa-me segurar sua mão, me deixa te amar...

Por : Gleice Cruz

Sentimento e nada mais

"É tanta coisa para se compreender, é tanta coisa para se fazer, é tanta gente para amar, é tanta coisa para deixar. É tanta alegria, é tanta tristeza, é tanto querer e não querer, é tanta frieza...É muito amor para se plantar.
São tantos caminhos a serem refeitos, tantos sonhos a realizar, tantas pedras a serem retiradas, tanta montanha para se escalar.
É um sentimento a ser sentido, algo a ser vivido. Uma lembrança para se recordar.
Uma saudade a ser entendida, uma derrota a ser esquecida, um alguém para se lembrar...
É um sorriso que se abre quando você está, é uma lágrima que escorre quando a saudade quer apertar. É querer e não poder, é ter que partir e não poder ficar.
É não saber o que senti, é querer apenas sonhar. É desejo, é segredo, é viver, é acreditar...
É uma noite perdida, uma tristeza escondida, é não querer acordar. É uma porta que se abre, é uma esperança que renasce é ficar aqui a relembrar...
São tantas coisas... Tanto sentimento, tanta vida a ser sentida, é muita coisa para se viver é muito amor para se guardar. ”

 By: Gleice Cruz

TRISTE ILUSÃO

Tristeza, dor, ilusão... Não sabia ao certo. A moça só queria fugir. Fugir de tudo aquilo que causava dando ao seu pequeno coração. Preocupada, na ânsia de se livrar de tudo aquilo ela corria como alguém que desejar encontrar a saída, ou como alguém que desejava ganhar um troféu. Na busca pela sua libertação a moça acelerava os passou sem mesmo observar onde pisava o que avistada, ela só queria se livrar de tudo aquilo e voltar para o jardim de onde havia saído. Presa, era assim que sem sentia com todo aquele sentimento, toda aquela confusão na sua mente. A moça precisava urgentemente encontrar uma válvula de escape. Não poderia suportar sem dor tudo que estava posto, tudo que a cercava. Angustiada a moça cansa de andar e para no meio do caminho, não conseguia mais dar um passo sequer. Seu coração sangrava e no desespero ela se lança ao chão. Tudo que mais desejava era encontrar novamente seu sorriso, sua alegria, sua calma... Respirava profundamente na esperança de que tudo voltasse ao normal, às flores, os ramos, o ar, a beleza, a vida! Pobre moça sensível seu coração pequeno não resistira ao carinho, afago ao contrario ela abraçara com toda sua força aquela doce ilusão de felicidade. E agora, seu coração estava desapontado e sozinho, já não acreditava naquelas belas palavras, naquele belo sorriso, naquela falsa ilusão. Arrancou a força, das mãos da moça, o que no momento a fazia feliz. Ela descobrira que era uma verdade inventada e não havia passado de impressões. Sem saída, agora a moça prometera a ela mesma não mais acreditar em qualquer porcaria que lhe dissessem, não. Ela não ia mais deixar que seu coração fosse manipulado de tão forma que a levasse para longe da realidade. Não, ela não poderia mais se permitir sofrer tanto assim, por isso fugira para bem longe. Era a decisão que havia tomado. Fugir de tudo aquilo que a fazia chorar, de tudo que a fazia sofrer, de tudo que não deveria desejar, de tudo que poderia querer. Ela decidiu fugir do seu sonho e nunca mais o mesmo sonho sonhar.

Por Gleice Cruz

Essa saudade era apenas saudade...

Não sabia dizer ao certo, mas algo havia mudado dentro dela, pois agora de tudo que sentia o que restava era apenas saudade... Mas não aquela saudade que agente sente quando ama alguém e quer ficar perto dessa pessoa, não. Não era aquela saudade que agente tem vontade de sair correndo e abraçar aquele (a) que está longe. Não! Essa saudade era apenas saudade. Saudade de momentos bons que jamais serão esquecidos. Agora, ela não se sentava mais na varanda a chorar de amor, porque agora suas lágrimas representavam apenas desabafo. Ela agora já era menina crescida, pois não passava horas a se lamentar, afinal, nem se lembrava mais do motivo dos seus lamentos.  Seu olhar agora não tinha uma única direção. Ela gora possuía visão de águia. E assim começava aos poucos enxergar que existem coisas muitos belas e interessantes a serem descobertas por aí. Coisas que iam além dó seu entendimento, mas que ela sabia que em uma dessas descobertas estava guardado algo especial. Agora ela começava a sorrir sem forçar, agora seu sorriso era verdadeiro. Não precisava mais se lamentar, pois uma paz e uma certeza inundavam toda sua alma. Agora ela sabia não valia a pena se desesperar, pois o melhor ainda virá. E assim, com essa certeza andava, dormia, sonhava, sorria, pensava, descansava... Sabendo que do amanhã Deus cuidará.

Por: Gleice Cruz


Ela estava pronta para tirar os pés do chão e se jogar...

Ela estava pronta para tirar os pés do chão e se jogar. Pensando bem, acredito que ela já estava com os pés no ar. Feliz! Por um momento ela se sentia feliz. Fazia tempo que já não se sentia assim. A Estonteante felicidade fez a moçinha sentir medo, afinal, não sabia distinguir o que estava se passando ali dentro. Ela não podia controlar o seu coração. Não sabia se podia seguir em frente. Diante daquela longa e linda ponte de madeira as coisas pareciam mais lindas, mas contemplativas, mais interessantes e vistosas. Mas, a moçinha não podia passar por ali sem causar efeito, e tudo que ela não queria era estragar aquela bela paisagem...  A vontade de conhecer o outro lado, de ver o que poderia encontrar depois da ponte estava acabando com a moçinha, ela não poderia suportar tanta aflição. Parada ante aquela paisagem sem saber se regressava ou seguia precisava tomar uma decisão, pois sabia que o que estava posto era belo, era lindo, mas arriscado e difícil. Pronta a da um passo, ela tropeçou, o susto foi grande, pois o vazio que havia se formado era imenso e frio. Então se agarra a uma linda flor que estava na beira da ponte. Ela chorava, desesperada com um susto e com medo de morrer ela pedi por socorro, mas naquele deserto quem poderia ajudar a pobre moça? Sozinha, cercada de tristeza ela precisava se levantar, então, agarrada aquela flor, com muita vontade de voltar ela empenha toda sua força na subida e volta à posição que estava. Mas o estranho é que não parecia o mesmo lugar, aos olhos da moçinha as flores haviam murchado a ponte agora não era mais bela, florida. Tudo que seus olhos conseguiam enxergar era uma ponte velha, feia, fria, longa e escura. Agora, não tinha desejo de ir, tudo que restava no seu pequeno coraçãozinho era medo, medo de seguir.  Foi então que a moçinha olhou para o outro lado e decidiu naquela velha ponte não passar. Descalça suja, levando na mão aquela flor, a lembrança de sua ilusão. Ela decidiu regressar. 

Por: Gleice Cruz

 

Sobre o amor, sobre amar...

Se cada ser humano soubesse como é bom ter algo ao lado,  aproveitaria cada minuto, cada segundo sem hesitar.
Se soubesse como faz feliz ao coração, saber que tem alguém que senti na mesma intensidade tudo que você senti, não perderia tempo, mas abraçaria essa pessoa e não soltaria mais.
Se soubesse como o perdão é importante, não daria tanto lugar a mágoas e frustações.
Se soubesse a força de um sorriso daquele que agente ama nos dias de tristeza, sorriria todas as vezes só pra mostrar que não está só, mas que existe alguém ali pertinho...
Se soubesse a emoção sentida, quando se faz uma  surpresa, uma rosa, um bilhete, um telefonema na madrugada talvéz. Faria questão de cultivar esses momentos que faz um coração bobo amar ainda mais.
Se soubesse a importância de amar alguém sem reservas, sem restrições, sem arrependimentos...
Se soubesse como é bom amar; prestar atenção nos mínimos detalhes, sorrir juntos, chorar juntos, dividir amigos, familiares, comemorar aniversários, presentear...
Se cada ser humano soubesse o verdadeiro sentido de amar, não haveria tempo para lamentações, nem dor, só haveria espaço para o amor.

Por: Gleice Cruz

 

Ele tinha medo de perdê-la, não porque a amava, mas pelo conforto que seu amor trazia.

Ela caminha a passos largos, coração acelerado.
Sem medo, ela parece estar “segura”.
Não sabia se o que estava fazendo era “correto”,
mas a certeza posta nos olhos a fazia não parar.
e finalmente ela chega ao fim, paralisada com o coração a mil
ela olha em seus olhos e tem a certeza: é você! Ela diz.
no começo não conseguia entender, era forte demais
para decifrar, como o sol raiando ao meio-dia
ela sentia que tudo ao seu redor parecia mudar.
Afinal , o que estava acontecendo? O que ela estava sentindo?
Ela não sabia explicar, mas a única certeza que tinha
do quão bonito seria, de como seria feliz,  a fazia continuar...
 E nessas idas e vindas muita coisa mudou,
muito tempo se passou e ela não conseguia deixar,
Porém o fim já não era o mesmo... Aquele brilho outrora visto,
aquela certeza posta se foi... Agora ela caminha “sozinha”,
insegura, com o coração na mão, lágrimas escorriam pela sua face
E a certeza, ela não seria capaz de voltar, porque por mais doloroso
e triste que fosse aquela decisão, ela descobrira...
Ele tinha medo de perdê-la, não porque a amava, mas
pelo conforto que seu amor trazia. Então... ela decretou não mais voltar.

Por : Gleice Cruz *-*

O VESTIDO

Naquela noite de domingo ela estava com um vestido de bolinha branca, que por sinal a vestia muito bem. Sombra nos olhos combinando com a cor do vestido, cabelos escovados, sorriso no rosto , a passos leves, desfilava sua meninice de mulher por onde passava.  Olhar penetrante acompanhava cada batida do seu coração, ele a observava... Seus olhos miravam cada gesto que fazia. Como um sinal de “atração” ele sorrir para ela como se quisesse dizer algo. Encantado com sua beleza, impressionado, não resiste e a cumprimenta. Depois de haver passado horas cercando-a, finalmente criara coragem. Nada conseguia dizer, apenas sorria e com os olhos dizia: você está linda! Ela como se não tivesse desconfiado, responde muda, sorrir e diz: muito obrigada! Com o mesmo olhar dele. Sentia como se estivesse preso aquela beleza estonteante , demorou mais alguns segundos e saiu. Mas, não foi tão fácil assim afastar-te, então depois de lutar verozmente finalmente estava livre. Preferia continuar namorando a beleza dela ao longe, apenas com o olhar. Ela então tenta se controlar, mas continua sorrir, não dava para evitar, era tudo que esperava naquela noite de domingo, era o que ela quis. 





Ilusão

A porta se abriu não sabia o que iria encontrar pela frente, era uma oportunidade, não sabia... mas algo diferente havia acontecido naquele dia, foi então que ela resolveu abrir a porta e finalmente ver o que de novo havia por trás. Quando a porta se abriu um susto, não podia imaginar... ela ainda carregava a esperança em suas mãos, mas logo que ouviu, não resistiu, então soltou-a, pois já estava enfraquecida. Eu sinto muito... (ele disse) como se sentir muito pudesse mudar alguma coisa, como se trouxesse a ela a beleza e a graça do seu jardim... Não! A flor agora estava murcha... O sinto muito só fazia piorar. Era como se naquele instante, exatamente naquele instante estivesse o destino de sua vida, por um segundo, antes da porta se abrir ela sentia novamente o aroma do seu jardim, o lindo raiar do sol entre as belas pétalas, mas quando a porta se abriu... Sinto muito... A flor começou a chorar. Agora, arrependida, ela preferia não abrir a porta, mas não podia, mas fechá-la, não tinha como voltar atrás, era pesada demais pra delicada flor empurrar, então, em um breve momento a flor sentiu, não era o que estava pensando, mas guardadinho e bem escondido surge um anjo... Ele abaixou, segurou a flor que estava caída, molhou-a com suas lágrimas e a flor se ergueu. E como alguém que só aparece com a missão, ele se foi... Mas toda vez que a flor se a flor se prostrar, ele ressurgirá... Arrependida, ela estava de ter aberto a porta, mas o anjo que encontrou lá escondidinho, fez valer a pena o despertar.